quinta-feira, 10 de abril de 2008

Kardec e Cosmologia

“Concluamos, fazendo uma última consideração. Alguns astrônomos, sondando o espaço, encontraram, na distribuição dos corpos celestes, lacunas não justificadas e em desacordo com as leis do conjunto. Suspeitaram que essas lacunas deviam ser preenchidas por globos que lhes tinham escapado à observação. De outro lado, observaram certos efeitos, cuja causa lhes era desconhecida e disseram: Deve haver ali um mundo, porquanto esta lacuna não pode existir e estes efeitos hão de ter uma causa. Julgando então da causa pelo efeito, conseguiram calcular-lhe os elementos e mais tarde os fatos lhes vieram confirmar as previsões.”

Extraído de 'O Livro dos Espíritos', Allan Kardec. Página 47, Introdução da 68ª edição brasileira, setembro de 1987. Título do original francês: 'Le Livre des Esprits' (Paris, 18/04/1857)

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“... Einstein nos ensinou que a luz é a rainha da criação. Entretanto, para explicar um número cada vez maior de observações astronômicas, os cientistas foram forçados a concluir que a maior parte do universo é composta de matéria que, por alguma razão, não emite luz.
A necessidade da matéria escura começou a se insinuar na cosmologia antes da Segunda Guerra Mundial, quando notaram que as galáxias se comportavam como se sua massa fosse muito maior do que a observada.” (página 91)

“A princípio, os físicos tinham esperança de que esta matéria escura fosse semelhante à matéria comum, de que suas emanações fossem simplesmente fracas demais para serem detectadas por nossos instrumentos. ... Muitos cosmólogos, em seu esforço para explicar outras anomalias na história da criação do universo, foram forçados a concluir que a matéria escura não se parece com a matéria de que são feitos os planetas, as pessoas e as estrelas.” (página 93)

“Muitos cosmólogos têm esperança de que um dia seja possível explicar a formação das galáxias sem ser preciso declarar que a maior parte do universo é invisível. Entretanto, se a ciência tiver de admitir que 99 por cento do universo é constituído por partículas que nem emitem nem absorvem luz, estaremos diante de uma surpreendente inversão entre o primeiro plano e o cenário de fundo.” (página 97)

Extraído de 'Fogo na Mente – Ciência, Fé e a Busca da Ordem', George Johnson, 1997 (Fire in the Mind, 1995)

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“Quando todas as estrelas estavam prontas para serem colocadas no céu, a primeira mulher disse: 'Vou usá-las para escrever as leis que governarão a humanidade para sempre. Essas leis não podem ser escritas na água, porque ela está sempre mudando de forma, nem podem ser escritas na areia, pois o vento as apagaria, mas se forem escritas no céu, poderão ser lidas e lembradas para sempre.”
- De uma Lenda de Criação dos Navajos

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Os trechos dos livros chamaram minha atenção pela oposição dos assuntos, Religião e Ciência, e pelas datas de referência: o livro de Kardec, publicado em 1857, e a “...cosmologia antes da Segunda Guerra Mundial...”.

Também é interessante o fato de Kardec ter sido um homem da Ciência, um pesquisador - Hypollyte Leon Denizard Rivail, um estudioso do magnetismo e do método teórico experimental em ciência.

A Lenda dos Navajos só confirma a frase tão conhecida: “Está escrito nas estrelas”.

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